domingo, outubro 21, 2007

eu tô tão cansada...

I'm so tired - Beatles

I'm so tired, I haven't slept a wink
I'm so tired, my mind is on the blink
I wonder should I get up and fix myself a drink
No,no,no.

I'm so tired I don't know what to do
I'm so tired my mind is set on you
I wonder should I call you but I know what you would do

You'd say I'm putting you on
But it's no joke, it's doing me harm
You know I can't sleep, I can't stop my brain
You know it's three weeks, I'm going insane
You know I'd give you everything I've got
for a little peace of mind

I'm so tired, I'm feeling so upset
Although I'm so tired I'll have another cigarette
And curse Sir Walter Raleigh
He was such a stupid git.

You'd say I'm putting you on
But it's no joke, it's doing me harm
You know I can't sleep, I can't stop my brain
You know it's three weeks, I'm going insane
You know I'd give you everything I've got
for a little peace of mind
I'd give you everything I've got for a little peace of mind
I'd give you everything I've got for a little peace of mind

domingo, setembro 23, 2007

um filme

Uma câmera que imite a visão humana. Duas, na verdade: o olho direito e o esquerdo. Instaláveis nos olhos. A imagem pisca. Silêncio, às vezes, para ouvir os sons que vêm de dentro. Com óculos sem óculos. Nariz aparece. Cabelo também. A voz que nós escutamos e a que os outros escutam. O inverso no espelho. Deitar. Olhos fechados: preto com bolinhas de luz. Paciência spider. Olhos abertos olhos fechados. Paciência... carneirinhos! Pensar sobre o não pensar. Sobre só sentir o dormir ao acordar. Sobre sonhos que se sonham acordado... Sonho. Volta a imagem, com cores saturadas. Os olhos e olhos que nos olham. A imagem que temos de nós. Ou a que gostaríamos de ter. Pular, sacudir os braços e voar. Mexer os braços para cima e para baixo e subir. Ver tudo de cima. Concluir que o sonho é um sonho e cair. Cair em si. No próprio corpo. E acordar. No escuro.

domingo, agosto 12, 2007

e se...

E se eu descobrir agora que tenho o dom da palavra...
A quem vou contar o turbilhão de idéias que se passam na minha cabeça?
Qual vai ser a gota d'água que me fará transbordar?
Como vou conter minhas lágrimas para que minha angústia não se vá com elas?
Quem desatará o nó da minha garganta sem me fazer chorar?

eu não sei mais escrever

pelo menos eu tenho falado bem mais... mas não sei me fazer ouvir. eu falo pro vento. acho que era melhor quando eu escrevia. conseguia desenvolver melhor minhas idéias. e mesmo que não lessem, as palavras estavam (estão) ali escritas, registradas. um dia leriam... nem que fosse pra ver o que era aquele papel. já o que eu falo... esquecem. eu achei que seria bem melhor quando eu conseguisse me abrir... eu não contava com o silêncio. deve ser um tipo de vingança do mundo pelos anos em que me calei.

terça-feira, abril 17, 2007

Metida

Metapoesia
Meta prosa
Sobremeta
Sobre metas
Metafóricas, metabólicas
Euforicamente diabólicas
E para acabar com essa rima,
Simbólicas
E para acabar com esse clima...

Movimento é igual a
Força vezes deslocamento
Vento é o ar em movimento
Leia-se “einto”
Uma homenagem aos paulistas

Mamãe eu quero ser autista! Digo, artista.
Capa de revista, agora, seria óbvio
Quero um palco
Eu era nenê e tinha talco
Ninguém passou açúcar em mim

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Quero saber da tua infelicidade
O que te dá um nó na garganta e molha teus olhos?
O que te faz sofrer?
Quero chorar contigo e te abraçar quando te sentires sozinho
Unir tuas dúvidas com as minhas
Não há nada que una mais do que a dor
Vamos doer juntos
Eu te dou minhas aflições
Te dôo meu coração

Quero saber da tua infelicidade para o teu sorriso valer mais
Para tua felicidade ser minha também

sexta-feira, outubro 27, 2006

Da série TEXTÍCULOS, versinhos ridículos

Como será o não ser?
Há o não haver?
Meus sentimentos a quem não sente mais...


Sempre assim
Sabia que ia ser
Eu a idiota no fim

Se eu não escrevo é porque não sinto?
O que fica dentro é o que eu invento
Só não te falo porque não minto.

Vinho tinto
Sanguesanguesangue
Suga
Todo este vinho, toda tua culpa.

Ponto de fuga


Desencanto
No meu canto
Eu não canto mais pra ti

Cantada fraca
Fracasso merecias
Vai cantar outras gurias!

Anão de jardim,
Procura alguém da tua altura
E não olha mais pra mim

Três estrofes e nove versos



A seriedade das coisas
O que é sério, Sírio?
Tu és bonito. Te digo isto e é engraçado. Mas é sério...
É sério é verdade?
Nem sempre a verdade é séria.

Sorria




De tudo isso, gostei dos títulos no fim
De tudo isso, no fim, gostei dos títulos
Gostei de tudo isso no fim
No fim, gostei de tudo
Gostei

Dos títulos

domingo, outubro 08, 2006

expiração

contrário de inspiração
inspira... expira...
se não estou inspirada hoje,
eu estou expirada?
ex-pirada?
nada de piração, nenhuma idéia
então respiro, inspiro...
e piro, repiro!

segunda-feira, outubro 02, 2006

Finalmente comecei!

Cá estou, postando pela primeira vez! Criei o blog num dia de inspiração (...não! Um dia de reflexão, lamentações, saudades, deprê, irritação... = TPM),e só hoje estou postando...
Há tempos queria ter feito um, mas tenho uma certa dificuldade em materializar as coisas. Projetos, desejos, obrigações... Enquanto não sai da minha cabeça está tudo perfeito, do jeitinho que eu quero... Eu penso demais!!! Tá, já é um começo... mas é SÓ o começo. Não!!! Pensar é antes do começo. Começar é o mais difícil pra mim. Maldita inércia!
Então tá... finalmente comecei. E com esse paradoxo como título, porque as contradições fazem parte de mim. Eduardo Galeano me entende:

"Cada promessa é uma ameaça; cada perda um encontro. Dos medos nascem as coragens; e das dúvidas as certezas. Os sonhos anunciam outra realidade possível, e os delírios, outra razão.Somos, enfim, o que fazemos para transformar o que somos. A identidade não é uma peça de museu, quietinha na vitrine, mas sempre assombrosa síntese das contradições nossas de cada dia.Nessa fé, fugitiva, eu creio. Para mim, é a única fé digna de confiança, porque é parecida com o bicho humano, fodido mas sagrado, e à louca aventura de viver no mundo."
O Livro dos Abraços - Eduardo Galeano

E como eu não gosto do fim, deixo tudo com início, meio e meio... Metades que se completam, mas não se fecham. Assim... sempre aberto a um novo começo.