essa lerdeza é precaução, é incerteza ou enrolação?
e esta angústia é insegurança, é solidão ou esperança?
é burrice! só pode!
foge enquanto é tempo de não se machucar tanto...
já deve ser a vigésima vez que abro "nova postagem" e não consigo "bostar" nada! deve ser porque minha irmã leu meu blog e ficou me tirando na frente do meu pai e do meu irmão pelas coisas que eu escrevi. chatália! incrível como a internet acaba fazendo a gente se abrir para pessoas tão distantes, ao invés de nos abrirmos para nossa família.
*o título eu roubei do comentário do último post, que, de certa forma, me destravou. ;)
Levantei da cama procurando o banheiro atrás do espelho. Tirei ele do lugar e dei com a cara na parede. Acordei na praia com minha mãe e meus primos alguns anos mais novos. Um dia cinza e eu carregava numa mão um primo e na outra uma toalha de rosto amarela suja. O resto eu não lembro. Só lembro de acordar e minha mãe perguntar se cheguei bêbada em casa, porque procurei o banheiro dentro do guarda-roupa. Depois ela me pediu uma toalha de rosto limpa. E eu peguei no armário a única: a amarela, que no sonho estava suja. E isso foi o máximo de premonição que me aconteceu através de sonhos.
Hoje eu li mais uma vez, em um perfil do orkut, o Soneto da Fidelidade, do Vinícius de Moraes.
De tudo, ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento E em seu louvor hei de espalhar meu canto E rir meu riso, e derramar meu pranto Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure Quem sabe a morte, angústia de quem vive, Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive): Que não seja imortal, posto que é chama, Mas que seja infinito enquanto dure.
E então, eu pensei:
Vinícius, o amor é chama. Um chama e o outro atende. Se não atende, a lenha acaba, o fogo apaga, ninguém se entende. Acampa e acende uma fogueira enorme que aquece e ilumina. Na televisão de primata o canal é único. Alguém enjoa e vem com um balde de água fria. Dois gravetos de esfregam até fazer fogo. Não assopra, por favor. Eu estou com frio.
Estive viajando pela Argentina e pelo Chile de ônibus e por vários outros lugares enquanto estava dentro do ônibus. Todo mundo rindo, vendo filme, jogando cartas. E eu ali, parada, viajando nos meus pensamentos, nas minhas memórias e nas minhas histórias imaginárias. Momento introspecção. Deixo uma foto apenas.
sexta-feira, julho 10, 2009
estou esperando a chuva de sapos. já viram Magnólia?
Adoro essa música! E esse vídeo tá muito engraçado. Vale a pena! ;) Vale a pena também baixar os álbuns desta banda. Tá na lista dos shows que eu tenho que ir. A letra:
Dr. Dog - The Girl
He's sleeping in his shoes And dreaming of the worst Living dirty lies Believing in reverse He'd break into the church To burglarize the father Gettin older by the second If seconds even bother
Oh but the girl
She comes around he was lost where she found him The girl
Though she might get to him He might never get to The girl
He hide behind the look That's written in the eye He's lower than the rain Cause it's falling from the sky Like a man without a mother A choice without a chance He's digging up the dead Expecting them to dance
Oh but the girl
She comes around he was lost where she found him The girl
Though she might get to him He might never get to The girl
He's not out of his head but he's much better off than before He's not out of his head but he's much better off than before He's not ready for bed but he's sleeping it off on the floor
vou me abrir para ti. espera aí... fui buscar a faca.
começarei com um corte na garganta e tu vais ouvir tudo que eu quero falar. aproveita e desata o nó pra mim? depois faço um corte na cabeça e tu me ajudas a organizar os pensamentos. uma faxina cairia bem e muita coisa iria pro lixo. o que sobrar colocamos em ordem cronológica. por fim, um corte no peito. deixo um pouco de sangue jorrar e alguns sentimentos escorrem para fazer mais espaço. está um pouco apertado aqui.
está bem... esquece tudo isso. eu sei que tu só queres que eu abra as minhas pernas.
que coisa louca é essa que acontece dentro de mim e me deixa assim? que poder é esse que os hormônios têm de misturar meus pensamentos e fazer eu sentir coisas que pensava não existirem mais? de onde vem tanta insegurança e tormento? eu sei que deveria ficar longe de qualquer um quando estou assim, mas eu sinto tanta solidão que acho que, se ficar muito sozinha, sou capaz de não querer voltar. um dia eu fico louca, por pensar demais, por ser lúcida demais.
se é assim, sim. chega então. acabamos o que não começou. terminamos o que não se oficializou. e a criançona aqui fica assim. fingindo sorrir quando tudo desaba, e controlando xiliques para não te assustar mais. agora eu preciso sofrer solita. to emo!
Meus problemas acabaram! Tá... nem todos. Mas sabe quando se quer ouvir algo, mas não se sabe o que? Nada que tá na playlist apetece, nada que alguém sugere... Isso me causava uma angústia imensa. Bom, este problema acabou! Agora eu abro o livro que ganhei (esse que intitula o post) em uma página qualquer e é isso que eu vou baixar e ouvir. Uma bíblia musical. Não posso mentir que sempre me agrada, mas me agrada conhecer coisas novas (novas no sentido de ainda desconhecidas por mim, porque música "velha" é o que mais tem). E a mensagem de hoje foi: tu tens que ouvir "Tina Turner - Private Dancer (1984)" antes de morrer. Verdade! Tinha que ouvir mesmo! Eu tinha (ainda tenho) uma boneca que foi batizada por algum adulto com o nome dela. Uma boneca de corpo de pano, vestidinho de lã branco e rosa e cabelo de lã azul meio assim... Tina Tuner! E era tudo o que eu sabia sobre a cantora. Que tinha o cabelo volumoso e liso como a minha boneca. Até imaginava um cabelo azul, mas descobri que é marrom. Seria muito avanço para época... Agora eu sei que muitas daquelas músicas que estão no subconsiente guardadas nas prateleiras "infância" e "rádio pampa" são dela. E o pré-conceito que me vem para ela neste momento, tendo ouvido apenas um disco e sem conhecer a biografia, é "Amy Winehouse" dos anos 80. Cabelo e visual extravagantes e, segundo o autor do livro, voz "indomável". No resto pode ser nada a ver, mas nisto, as semelhanças são inegáveis.
Comecei a escrever o post e me surgiu uma dúvida que eu guardei pra o final: quais os 1001 discos para ouvir depois de morrer?
...que eu estou caindo. estou aqui em cima, meio solta, meio presa. eu não tenho medo de altura, mas eu sei o risco que eu corro. não deixa o sono tomar conta de mim e eu me desequilibrar. me segura, me abraça, me enlaça. só não me prende, para não me enforcar quando eu tentar colocar os pés no chão. :)