quarta-feira, maio 27, 2009

querido (quase) diário


www.flickr.com/lalala_

Hoje às 19h eu lembrei que às 19h30min tinha show do Wander Wildner de graça no teatro aqui perto de casa. Foi tão agradável! Adoro programas legais de última hora! Mesmo que sozinha. Sozinha porque nem todo mundo gosta de coisas de última hora...
Bom, isso tá muito infantil. Eu só queria dizer que adoreeeiiii o show! Que foi muito divertido e que eu me apaixonaria pelo Wander, não fossem seus dentes... Mas, até pra isso ele tem uma música:

Milonga para um homem de poucos dentes

Mordo com vontade a carne que me sobra,
com os poucos dentes que me restam
Carrego dentro de mim a fina estampa,
que os meus tortos dentes não mostram
Mas se a minha gargalhada te assusta,
não se preocupe, as aparências enganam
Lembre-se que de perto ninguém é normal,
e que a melhor companhia é só um cara legal
Não vou gastar meu dinheiro no dentista pra te agradar,
não vou colocar dentadura postiça só pra te conquistar
Dentes bonitos me dizem pra ter,
um sorriso colgate pra sair com você
Mas eu pergunto até quando você não vai ver,
que a verdade está nesses dentes mordendo você
Não vou gastar meu dinheiro no dentista pra te agradar,
não vou colocar dentadura postiça só pra te conquistar

Acho que se ele cantasse no meu ouvido, eu pegava! hahahahha

segunda-feira, maio 18, 2009

segunda-feira, maio 11, 2009

Bela Bagatela

Letícia disse...

Sexta-feira, Maio 01, 2009
No inverno, o cassino é underground. Os mais velhos tendem a enxergar o lado triste, apático, do vazio e da solidão. Uns moram lá durante todo ano, enquanto outros se refugiam lá em alguns fins de semana. Mas há aqueles jovens que sentem na pele o ar da liberdade, botam os pés naquelas ruas de areia num andar sem rumo pela noite. Fazendo festas nas casas de veraneio de seus pais e encontrando escapes para suas vidas pacatas.
No verão, chega gente de tudo quanto é parte do estado. A noite na avenida principal fica intransitável. Gente de todas as idades, de todas as espécies. Domingo fica meio perigoso. Ônibus lotado e farofa pelo chão. Fora isso, é um lugar agradável como tantos no Brasil. Cassino: terra de ninguém e mil histórias pra contar.
É balneário de uma cidade histórica, onde se encontra a maior praia do mundo em extensão. Acidentalmente, está localizada no fim do mundo.

Postado por Leti às 3:12 PM



Laura disse...

não é terra de ninguém! é a minha terra! a tua terra! ;) acidentalmente nós nascemos aí. balneário que faz parte do nosso histórico. dunas que teriam muito para contar, mas que tão sempre diferentes, assim como nós cada vez que vamos lá. ruas de areia que espero que nunca virem asfalto e por onde deixamos marcas de pegadas, de bicicleta, de carro, ou até mesmo de xixi! me emocionei :~

te ma de ca sa

a mor te ceu
a mor te ce go
a mor ce go
ou
a mor ce ga

1- juntar as sílabas como quiser (ou não)
2- acentuar, se achar necessário
3- dar a entonação desejada

aconteceu comigo 2 - a decepção

fui contar toda emocionada para uma amiga o que aconteceu comigo. quando comecei falando do velhinho que fica pegando sol na frente da fila do RU, ela me diz: "aquele que cumprimenta TODO MUNDO que passa?" ok, perdeu a graça. mas a lembrança do momento e o significado que teve para mim, eu sempre vou guardar.
não quero cair no clichê "todos homens são iguais", mas... que são parecidos, ah, isso são!

quinta-feira, maio 07, 2009

))<>((



me and you and everyone we know

maio

ontem eram as férias e hoje já é maio!
amanhã é fim de semestre e depois de muuuuito tempo, as férias de novo. aí o tempo voa e as aulas começam.
hoje é quinta. ainda faltam dois dias pra sábado!
o tempo é tão relativo...

quarta-feira, abril 29, 2009

aconteceu comigo

eu costumava passar por ali e ele sempre me cumprimentava sorrindo.
tinha certeza que não o conhecia, pelo menos desta vida. desconfiava do juízo dele, envermelhecia e passada reto, fingindo que não era comigo. mas era! depois de cinco vezes eu tinha certeza que era. e resolvi que iria corresponder o sorriso. mas eu sempre estava ocupada demais, feliz demais ou aérea demais para me lembrar, no momento que ele me abanava, que eu tinha resolvido retribuir. aí vieram as férias, um longo período sem passar por este caminho... já tinha até esquecido da existência dele, quando as aulas voltaram e eu voltei a vê-lo. ele era o mesmo: o mesmo sorriso, a mesma mão me abanando. eu era outra. naquele dia eu era outra: eu não sabia mais quem eu era. não sabia de mais nada, todas minhas certezas tinham se acabado. e quando eu olhei e vi ele me chamando, eu fui. abracei, beijei, sorri, e tudo foi sincero. quando tirei os óculos escuros pra falar com ele, me disse: "teus olhos são tão lindos! só usa o óculos quando tiver sol de verdade" acho que sabia que meu dia estava cinza... ele perguntou o que eu ia fazer naquele momento e eu respondi que ia almoçar no RU. eu poderia ter respondido que eu ia recomeçar e que agora eu ia ser feliz; que aquele abraço dele me deu a certeza de que tudo ia ficar bem, que muitas coisas ainda me fariam sorrir tão verdadeiramente como ele me fez... tirei o óculos e tudo foi ficando mais claro e mais bonito. :)
às vezes eu consigo ser tão engraçada e interessante em uma conversa, mas escrevendo eu sou tão... melancólica? chata? egocêntrica? EMOtiva?
ai ai...

agora

não quero pensar. não quero pensar no passado, não quero pensar no futuro... o pior é que não tô querendo nem pensar no presente!
chocolates, flores, uma tartaruga? remedinho pra verruga?
escrever sem pensar, falar, ousar... esquecer esquecer esquecer! aquele filme que eu vi e fez eu pensar que era de outro jeito que não o que eu sou. que fez eu achar que gostava de coisas que eu nunca admirei, nunca precisei.
quero as coisas simples, as coisas claras e intensas! a calmaria daquele barco me enjoou e eu pulei no alto mar, mesmo sem saber nadar. mas eu sei boiar, e me locomover na água debilmente. nem digo cachorrinho, por que um cachorro seria melhor. mas meu instinto de sobrevivência fala alto, assim como fala, agora, o meu instinto de felicidade!

sábado, dezembro 06, 2008

eu queria lembrar como eu era. o que me movia, o que me motivava.
queria depoimentos sobre o que eu fui, sobre o que eu signifiquei, sobre o que sou.
porque eu tenho memória curta para o que passou. eu lembro de flashes, lembro de coisas como se não tivessem acontecido comigo. como se cada coisa que passou fosse de um eu meu que morreu. será que eu mudo tanto? qual é a minha essência? o que não vai mudar nunca? o que eu vou gostar e querer fazer para sempre?

há cinco anos atrás eu me perguntei isso e por achar que alguém seria para sempre, me fiz acreditar que gostaria de fazer tal coisa para sempre. eu não culpo esta pessoa, eu não culpo nem a mim. porque eu ainda não sei e nada me garante que eu teria tomado a decisão certa em outras circunstâncias.

"ninguém é obrigado a fazer o que não gosta". "sempre é tempo de recomeçar". mas voltar atrás cinco anos??? admitir para mim e para o mundo que eu estava errada? se é que eu estava... decepcionar todos que apostaram em mim e decepcionar a mim mesma? já decidi que isso não vale a pena. tenho que terminar o que comecei, para concluir esta etapa e depois recomeçar. senão tudo terá sido em vão, TUDO.

posso até ter feito a escolha certa, mas alguma coisa eu perdi pelo caminho... concentração, motivação, empenho, compromisso... onde? foi na estrada? na distância entre a casa da mãe e morar sozinha? como eu recupero tudo isto sem precisar voltar atrás? sem precisar perder 5 anos e voltar?

quarta-feira, novembro 05, 2008

Eduardo Galeano sobre a vitória de Obama

AMY GOODMAN: I want to talk about this global election. I want to you stay on with us, Professor Lacewell, as we move south. We’re joined right now by Eduardo Galeano, one of the most celebrated writers of Latin America.

We’re talking about a global figure here. Barack Obama, born in Hawaii to a white mother from Kansas and a black father from Kenya, raised in his childhood years in Indonesia, then sent back to Hawaii and raised by his white grandparents. His grandmother just died on the eve of this election. He then heads off to California for college and then to Columbia, then on to Chicago to community organize, then to Harvard Law School, then back to Chicago, runs for state senate, then becomes senator. He’s just a first-term senator when he announces his intention to run for president of the United States. Last night, elected, the first African American president of the United States of America.

Eduardo Galeano, you were born in Uruguay in 1940, imprisoned, forced to leave the country following the 1973 military coup. Among your many, many books, Memory of Fire and The Open Veins of Latin America. Have you been watching this election? And what is your response?

EDUARDO GALEANO: Well, Amy—you are Amy, right?

AMY GOODMAN: I am.

EDUARDO GALEANO: Hello.

AMY GOODMAN: Hi.

EDUARDO GALEANO: Amy for president. Congratulations for your prize. I have just received the news, the good news. You have received a prize, Nobel alternative prize, it’s true?

AMY GOODMAN: The Right Livelihood Award, yes.

EDUARDO GALEANO: Well, it’s just something like proof that justice exists, so I’m happy about it. And about your question, how was it? How do I see this?

AMY GOODMAN: Your response to the election of Barack Obama as president.

EDUARDO GALEANO: Yes, yes. Well, as almost everybody else, I’m happy about it. I mean, I received it as a victory in the long, difficult struggle against racism. And it doesn’t imply that Obama may be better because he’s half-black. It’s like you, like women. I am always writing about the rights of women, black, Indians, too, equality of rights, but it doesn’t imply that I believe in your superiority. We are all half-gold and half-rubbish. It doesn’t depend on the gender or the color of the skin.

AMY GOODMAN: What is the response in Uruguay to Barack Obama? I mean, it is a first, but also, his views of Latin America, when it comes, for example, to President Chavez of Venezuela, he has been as harsh as the Republicans, though he does say that leaders should talk to each other without precondition.

EDUARDO GALEANO: Yes, yes. I’m worried about the repetition of this dangerous, toxic word, “leadership.” I have heard this word said by Obama and also by McCain, and I usually hear it with a dangerous frequency in all the—in almost all the politicians in the United States, and about Latin America, it’s usual to say, “We should recover our leadership in Latin America.” We don’t need any foreign leadership. Let it be. Let reality be as it wants to be, with no ruling state deciding the destiny of other countries. Please, no more. Stop with this tradition of the messianic mission of, you know, saving the world. No, it has been terrible during so many years, even centuries. No. Perhaps this crisis, this present crisis, so strong and terrible, may give something like a violent shower of realism and humility to this new government, who is beginning now—which is beginning now.

AMY GOODMAN: What would you most like to see, from your perspective in Montevideo in Uruguay? What would you most like to see the United States of America represent, Eduardo Galeano?

EDUARDO GALEANO: What I would most like to see? Well, I would like that Obama, who has now tremendous, historic opportunity, that he never forgets that he’s now going inside the White House. The White House will be his house in the time coming, but this White House was built by black slaves. And I’d like, I hope, that he never, never forgets this.

quarta-feira, outubro 22, 2008

telepatia

Estou descobrindo que tenho esse dom com certas pessoas.
As pessoas mudam de celular, mas a sintonia entre elas continua a mesma. E nem uma mensagem funciona tão bem quanto um pensamento forte.
Combinações não dão certo, mas vez ou outra encontramos a pessoa certa ao dobrar uma esquina.
Saudade das mesmas coisas, no mesmo momento, que levam a ler as mesmas cartas, à quilômetros de distância...
E quando nem com um olhar decifro o que o outro pensa, eu acho estranho. Certas pessoas criam uma barreira que minha imaginação curiosa insiste em ultrapassar...

quinta-feira, agosto 21, 2008

Morango e Chocolate


Essa história de morango e chocolate fez eu lembrar uma coisa...
Acho que deu pra perceber que no post anterior quando eu falei em companhia perfeita, eu falei em amor.
Bom, não deixa de ser amor a amizade. E não tem combinação melhor para se divertir na noite porto alegrense (e para comprar sapatos) do que a Roberta! Ficou muito mais fácil viver em Porto Alegre desde ela veio para cá! :)
Feliz aniver, amiga!

O doce perfeito


leite condensado no fogo (branquinho), sem deixar endurecer
morangos
chocolate meio amargo garoto derretido em banho maria com creme de leite

eu fiz. ficou tri bom.
mas perfeito mesmo, só o da minha mãe! :)

melhor ainda se o doce perfeito acompanha a companhia perfeita. vice-versa.
até vale a pena comer menos pra comer com.

sexta-feira, agosto 15, 2008

Estou apaixonada...

...e já faz alguns anos. Quase todos já sabem desta minha paixão, menos ele.
Está chegando perto o dia em que terei a chance de me declarar, mas ainda não estou certa de como vai ser, se vai ser.
O Eduardo Galeano vem na Feira do Livro de Porto Alegre este ano!!!!!!